8 de agosto de 2012

            

A favor da liberação da droga paixão..

 A tarde passa e a única coisa que você espera é que o seu telefone toque. Trim trim. Um amigo lhe chamando para sair. NÃO. Você não quer sair com o seu amigo. Você quer ver aquele homem que te faz sentir borboletas no estômago, aquele que te deixa arrepiada com um simples toque no seu ombro, aquele que não te deixa dormir de vez em quando por teimar entrar nos seus sonhos. Anoitece. Ligações rolaram aos montes, mas nenhuma era do dito cujo. 




Você decide sair com o pessoal para espairecer e tirá-lo da cabeça. No banho, relembra todos os momentos que passou ao lado dele. Os planos que fizeram juntos, as palavras "sedutoras" que por muitas vezes foram ditas. Angústia. Saudade. Raiva. Vontade. Os mais diversos sentimentos transbordam e as perguntas não param de surgir: Por que ele fez isso? Por que ele fez questão de deixá-la de 4 se, na verdade, nunca quis nada sério?  


Tenho certeza que vocês já passaram por essa situação pelo menos uma vez na vida e digo: é PÉSSIMO. Confesso que já fiz isso também. Já iludi alguém...sim, fiz totalmente consciente. Motivo? Queria um homem disponível para quando minha carência aparecesse. Queria estalar os dedos e tê-lo alí, pronto pra mim!  Depois que também cai nesse conto do vigário, NUNCA mais ousei em brincar com o sentimento de ninguém, quer dizer...pelo menos tento! 


Refletindo sobre isso, cheguei a uma conclusão e quero dividí-la com vocês: é delicioso estar apaixonada. É incrível sentir as pernas bambearem, o coração disparar e a boca secar só por vê-lo. É viciante. Mas também é horrível saber que mais uma vez você pode sofrer. Que essa adrenalina toda "provavelmente" tem prazo de validade. Que você pode perder o interesse no dia seguinte ou ele pode enjoar de você daqui uma semana. Li em uma reportagem que a paixão tem o mesmo efeito da cocaína no organismo, fazendo a razão ir para a casa do chapéu e você só pensar em mais uma "dose".  


A paixão é uma droga. Ruim? Boa? Aí depende de você. Eu não tenho medo de "pagar pra ver"; de pensar que se não der certo, pelo menos passei momentos maravilhosos, conheci lugares lindos e me diverti horrores ao lado de homens que, naqueles momentos, eram os "certos" pra mim. Sofro quando a parte "bonita" da história acaba, como também prometo a mim mesma que nunca mais vou cair na "ladainha" de alguém, mas quando menos espero... lá vou eu! Existem pessoas que preferem abdicar disso tudo e viver uma vida pacata, tranquila, sem delírios, sem turbulências sentimentais, sem....sem...SEM GRAÇA!




É.... não posso negar: sou adicta! E perdão: dessa droga eu PRECISO e gosto muito! 

Fernanda Bueno

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