31 de agosto de 2012

            

Isso é que chamo de Honestidade


Ainda existem pessoas civilizadas no mundo de hoje. Às 13h30, do dia 13.08.12, estou saindo para o almoço, eis que encontro um bilhete em meu carro, que dizia o seguinte: “Me liga! - e um número de telefone”. Surpresa,  percebi que o retrovisor esquerdo do carro estava quebrado, foi quando entendi tudo.
Uma senhora bateu no meu carro e como não me encontrou, deixou o seu contato para que pudesse ligar. Imediatamente liguei. Essa senhora pediu-me desculpas pelo ocorrido, explicou-me que o sol havia atrapalhado sua visão e que iria arcar com as despesas do conserto. Como não poderia encontrá-la naquele momento insistiu para que eu passasse os dados bancários, pois iria depositar o valor.
No mundo em que vivemos, acontecer um fato desse, é realmente inédito. Essa senhora está de parabéns pela sua atitude, além de pagar, ela ainda me agradeceu, pois temia brigas e discussões. Claro, que outro no meu lugar poderia ter xingado, discutido, marcado a placa ou até mesmo ameaçado. Mesmo que eu estivesse no local, na hora do ocorrido, não o faria, pois afinal, pode acontecer com qualquer um no trânsito.
 Isso é que chamo de Honestidade.
"O homem honesto não será desviado do que é digno por coisa nenhuma.” (Séneca)

Falar de enriquecimento e não falar de honestidade seria uma grande irresponsabilidade, pois estamos a falar de valores que transcendem o dinheiro.
As sociedades desenvolvidas conservam um alto grau de honestidade e, consequentemente, isso reduz a corrupção e a delinquência.
A honestidade mantém a ética, o respeito, enfim, quem está disposto a construir uma vida de qualidade, deve primar pela honestidade. Talvez terá de recusar propostas de enriquecimento rápido, a via ilegal, entretanto, terá a segurança de que tudo o que venha a construir será duradouro. A boa consciência está acima de tudo, não há nada como poder deitar-se e descansar.
Neste plano de enriquecimento pessoal não há lugar para os riscos, e não agir com honestidade poderá deixar tudo a perder, cedo ou tarde, o que foi mal conquistado perder-se-á.

Há três níveis de honestidade:

1. Honestidade para com Deus;
2. Honestidade para com o próximo;
3. Honestidade para consigo mesmo.

Há quem defenda que para ganhar dinheiro vale qualquer coisa, a qualquer custo. Esses podem até ganhar muito dinheiro, entretanto, pela sua pequenez interior perpetuarão a miséria pessoal e social.
“…pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens.” (2 Coríntios 8.21)

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